segunda-feira, janeiro 15, 2018

Três cartazes à beira da estrada

Foi o meu segundo filme do ano e penso que será caso para dizer que vai ser um dos meus filmes do ano. O drama de uma mãe que não olha a meios para "obrigar" a polícia da sua pequena localidade a resolver o mistério da morte da sua filha que foi violada e assassinada é o ponto de partida para um filme estupendo. O argumento é óptimo e as actuações são também de uma veracidade incrível. A representação de uma pequena vila no Mississipi com a sua delicada teia de forças, influências e tabus vai ficar nas memórias dos espectadores por muito tempo. Um retrato social intenso, mas também um retrato humano (no seu melhor e no seu pior). O mais brilhante ainda é o próprio argumento e a capacidade de fazer-nos ver um drama que acaba por ser todo passado em tom de comédia negra. Por exemplo, o diálogo da personagem principal com o Padre da vila é imperdível. 

Penso que iremos ver uma nova nomeação de Frances McDormand para Óscar de melhor actriz e também uma nomeação de Sam Rockwell para Óscar de melhor actor secundário.

18/20

Chama-me pelo teu nome

O filme tem uma beleza cinematográfica própria do cinema italiano, mas é demasiado fotográfico (por vezes) procurando intencionalmente uma certa estética sensual e natural que me parece forçada a servir o propósito do "coming of age" do personagem principal.  Um adolescente de 17 anos que, num belo verão, começa a explorar sexualmente a intimidade com uma jovem rapariga e um homem nos seus 30 é o ponto de partida para este filme. Há momentos muito bonitos, há momentos desconfortáveis e há uma conversa com o pai no fim do filme que achei maravilhosa. Tiro o chapéu aos dois actores principais que não sendo gays na vida real se entregaram aos papéis com uma veracidade imensa. 

15/20 

PS. O Timothée Chalamet vai ser um actor com uma carreira brilhante. Sem dúvida.

Sentiram o sismo?

Isto de trabalhar num sétimo andar e sentir o prédio a tremer não é a sensação mais segura do mundo. Claro que estou armado em mariquinhas porque 4.9 de intensidade não é nada. Mas pronto... falta de hábito (que não pretendo adquirir).

sexta-feira, janeiro 12, 2018

Quando estiverem a ter um mau dia, relativizem.


E o departamento parou

Uma colega que foi mãe há 2 meses veio cá mostrar o bebé. E toda a gente foi cirandar à volta dela e eu lá fui também para não parecer mal. Disse «então esse é que é o feijãzinho?» Outra colega respondeu «feijãozinho não que ele é um menino muito grande, ouviu?». Eu que estava a tentar ser fofinho no início terminei com um «sabe eu não percebo nada dos tamanhos das criaturas» e vim embora. A mãe riu-se (ela percebeu que eu estava a mandar a outra para...lá.)

quinta-feira, janeiro 11, 2018

E hoje soube que a Kylie também vem aí...

Não, não não... não é a Kylie Jenner (que por mim podia ir para onde nunca mais fosse vista e fazer mantas de retalhos ou outra coisa qualquer que a mantenha em casa), é a kylie Minogue e o disco kid  que habita dentro de mim já começou aos saltos. Só falta aparecer a Madonna com um álbum de funaná, mornas e fado (diz que é o que ela anda a ouvir).





Entretanto deixo um vídeo onde as Selenas, as Taylor, as Arianas, as Katy, as Camilas e até as Minaj da vida podem aprender uma coisita ou duas sobre ser sexy. 

quarta-feira, janeiro 10, 2018

Efemérides

10 de Janeiro de 1934 foi um grande ano para a minha família. Há 84 anos nascia o meu pai, tipo estrela cadente em sentido inverso. Daquelas luzes que ascendem e iluminam. Parabéns pai. O privilégio foi nosso.

Justin is back!!



Filthy - Justin Timberlake


Esta canção fez-me voltar ao velho groovy Silvestre. Se calhar vem marcar um novo estado de espírito para 2018. Fez-me lembrar que tenho andado a ouvir demasiado Bon Iver e amigos nos últimos anos... 

Dirty babe, you see these shackles, baby... I'm your slave.
I'll let you whip me if I misbehave... It's just that no one makes me feel this way.. :-p



Histórias de Assédio

Hoje ao almoço ouvi a história de um assédio que tomou lugar no meu local de trabalho há uns bons anos. O respeitável chefe dos juristas esteve em formação com uma colega que hoje tem 58 anos. Ao sair da formação ofereceu-lhe boleia para o comboio, o que ela aceitou alegremente, mas o destino não foi a estação parou num motel num sítio ermo. E ela pediu-lhe, a medo, que a deixasse na estação e que ninguém tinha de saber disto. Ela não contaria nada. Ele deixou-a na estação, mas levou o caminho a ser ofensivo por causa da recusa dela, não reagiu bem. 

Não contou, de facto, a ninguém porque estava envergonhada e não lhe tinha acontecido nada. O senhor já morreu entretanto e ela, em conversa com outras das colegas antigas, por causa das histórias dos assédios no trabalho, ficou a saber que ele fez o mesmo a pelo menos mais três pessoas. De respeitável não tinha muito e tentava obter proveito do poder que detinha com a sua posição.
 

terça-feira, janeiro 09, 2018

Um desastre de artista

O filme em si está muito bem feito. A interpretação do James Franco está "5 estrelas". Mas não seria muito difícil na medida em que é uma espécie de biopic a a personagem principal é, em si, um boneco. Esta é a história da realização do pior filme da história. Ficamos incrédulos quando pensamos que aquilo pode ser verdade (e foi mesmo). Cheguei a casa e fui procurar o filme original em streaming e... OMG. Não há nada que eu possa dizer que faça justiça à realidade (é surreal), por isso tem mesmo de ser visto.

15/20

segunda-feira, janeiro 08, 2018

Agências de Seguros ou Agências de Filhos da Puta

Mais uma vez constato que as agências de seguros não servem rigorosamente para nada, a não ser fazer dinheiro. Tudo o resto é um jogo de articulação para se escaparem a qualquer coisa que signifique terem de pagar. Fiz uma apólice de seguro habitação com uma agência que comprou antiga em que estava segurado e tendo tido um problema descubro agora que a cobertura de danos causado ruptura/estrago de canalizações de água não está coberta porque o prédio tem mais de 50 anos. Só se verifica para prédios mais novos, para isso tinha de fazer um seguro extra de responsabilidade civil. Perfeito. É sempre tudo cor-de-rosa até ao momento em que há uma ocorrência. 

quinta-feira, janeiro 04, 2018

SOS Animal: gatas para adopção




Três gatinhas com 3 meses recolhidas da rua por uma benfeitora (amiga de uma amiga) que não as pode manter. As ditas gatinhas já foram desparasitadas. Necessita-se de adopção urgente. 

Resoluções de Ano Novo: evolução


quarta-feira, janeiro 03, 2018

Móveis para lixo

Olá a todos, se conhecerem lixeiras/locais onde as pessoas atiram fora móveis (ou peças de decoração) velhos para o lixo, digam-me onde ficam para que eu possa vasculhar e ver se arranjo material para fazer renovações de mobília. 

Os vídeos evoluíram muito em Portugal...



Reparem na Anita (muito lol).

Piada Seca - LXVI

Porque é que a pizza chorava sempre nos funerais?
Porque era familiar.

Piada Seca - LXV

Era um homem tão pequeno, tão pequeno que em vez de andar de metro andava de centímetro.

Primeiro post do ano

Quem diria que o primeiro post deste ano ia ser sobre o Presidente mais imbecil e irresponsável que os Estados Unidos já tiveram. Não compreendo como é que uma nação como os EUA mantém um acéfalo incontinente verbal como Presidente. Ninguém o impugna? Já estivemos mais longe de uma guerra nuclear porque causa deste senhor não perceber nada de política internacional. A Coreia do Norte é um país com um líder instável e isso já é perigoso, mas se juntamos ao cocktail um Trump sem mordaça, o cocktail é explosivo. Espero que ninguém o agite.

sexta-feira, dezembro 29, 2017

Reflexão para 2018 - Um bom ano a todos

A minha reflexão para 2018 não é minha. Exponho-a, talvez por pensar que existem demasiados equívocos sobre o que é ser feliz, em função da racionalização excessiva da ideia de "bem" para nós mesmos e para os outros. Esquecemos, no nosso desejo de transcendência, que somos parte integrante de um equilíbrio natural e da maravilhosa realidade das coisas, interiorizada cada vez mais por via dos conceitos "das coisas" e cada vez menos pelo sentir das coisas. Assim, o meu (humilde) contributo para a vivência tranquila de 2018 é relembrar um texto de Fernando Pessoa/Alberto Caeiro. 

Se eu pudesse trincar a terra toda
e sentir-lhe um paladar,
e se a terra fosse uma coisa para trincar,
seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade,
naturalmente, como quem não estranha
que haja montanhas e planícies
e que haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
na felicidade ou na infelicidade,
sentir como quem olha,
pensar como quem anda,
e quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
e que o poente é belo e é bela a noite que fica...
E que se assim é, é porque é assim.

Alberto Caeiro

Bolas, bolas, bolas...

Chegou aquele fato de banho estupendo que encomendei pela Internet e ao vesti-lo descobri que me fica mal como o caraças. Ainda bem que foi uma promoção.

Piada Seca LXIV

Porque é que se um astronauta matar outro no espaço não vai preso?
Porque é um crime sem gravidade.

Piada Seca LXIII

Quando é que uma indiana tem uma pinta vermelha na testa?
Quando está em "Stand by".

E só da minha cabeça...

Ou este ano passou brutalmente rápido?

sexta-feira, dezembro 22, 2017

Ritmo Perfeito 3

O último capítulo do franchise não é mau, mas o clímax foi atingido no capítulo dois (que é melhor que o capítulo um, o que é raro nas sequelas). A Fat Amy acaba por ser a heroína improvável (literalmente) deste filme e essa parte resulta, mas as piadas são menos interessantes que no passado. Sinto que há agora uma corrente nos EUA de piadas simples para as massas americanas (conhecidas pelo seu pouco brilhantismo mental, como indica a eleição do Trump) que rouba a sofisticação da comédia, mesmo a mais física ou mais mainstream. Diverte e faz-nos rir q.b..

14/20

quarta-feira, dezembro 20, 2017

O segredo do emagrecimento.


Pergunta...

Não fazer a mínima ideia do que é um kit de distribuição de um automóvel faz de mim muito gay?

The Voice

Adoro quando ganha uma pessoa que não berra. Porque é que tem de ser tudo acerca de decibéis? Infelizmente confunde-se grandes vozes com gritos e/ou notas agudas. Nos EUA acabou de ganhar uma pessoa bastante interessante. Era bom que em Portugal também acontecesse o mesmo. #diversidade

Estado de espírito hoje no trabalho...


terça-feira, dezembro 19, 2017

Star Wars: Os Últimos Jedi

O novo capítulo da saga Star Wars não encantou, mas também não desiludiu. Nota-se claramente que é um filme de transição a preparar a apoteose final, mas mesmo assim a essência clássica dos capítulos dos anos 80 está presente e a modernização q.b. de decores e ângulos cinematográficos também. Há algumas boas metáforas visuais e de acção, mas merecíamos que fosse pelo menos introduzida alguma novidade (que não o cada vez mais cabotino hábito de meter personagens cómicos só porque sim. Apesar de tudo os passarinhos são fofinhos). Para quem cresceu com a saga, ir ao cinema ver mais um capítulo é como receber a vista de um velho amigo em casa. 

15/20



quinta-feira, dezembro 14, 2017

Coco

O último filme da Pixar prima essencialmente pelo universo cultural de referência. Já sabemos que são exímios na animação que fazem e nos guiões que constroem. A esta altura do campeonato será difícil inventar algo de novo ou fazer-nos sentir o que os três filmes do seu período áureo nos fizeram sentir; falo do Ratatuille, do Wall-E e do Up!. Os primeiros 10 minutos do Up! serão algo de irrepetível (creio), mas mesmo assim o Coco tem uma competência e uma fluidez incríveis. Ressalvo apenas uma cena quase no final do filme que faz valer a pena. Por 4/5 minutos sentimos aquela magia que só os filmes da Pixar nos conseguiram fazer sentir. De resto, o filme é muito divertido e também introspectivo a momentos. Há uma certa aura de mistério cuja resolução não nos é dada de bandeja apesar de pensarmos que sim durante uma boa parte do filme. Não sendo extraordinário é muito bom.

16/20

120 Batimentos por Minuto

Tenho alguma dificuldade em falar sobre este filme porque o assunto é muito duro. Digamos que pensei que iria ver um documentário e na realidade é um drama, que está muito bem feito, não obstante alguma ou outra cena para provocar deliberadamente o expectador, por exemplo as cenas de sexo gay, que  não deixam de ser corajosas ali no limiar do explicito, mas mantendo o bom gosto. O estigma social de viver com HIV e implicação pessoal e psicológica da doença está muito bem retratada e os dilemas do activismo político (neste caso em favor dos doentes de HIV) também. A direcção está bem executada e a direcção de actores (não sei se por mérito do realizador ou por mérito dos actores que conseguiram oferecer uma tipificação bastante diversa) também. Aconselho a ver.


16/20

quarta-feira, dezembro 13, 2017

19 anos

O meu pai morreu há 19 anos, 12 dias antes do Natal. Este ano, também antes do Natal está a morrer o homem que criou o meu namorado, ou seja, o avô. É uma coincidência pouco agradável. 

quinta-feira, dezembro 07, 2017

Promiscuidade no ginásio

Antes que pensem que este post é sobre sexo... não é. Hoje no ginásio apercebi-me de que um senhor médico de profissão que andava ali em cuecas era o médico de uma quantidade de pessoas no ginásio. Vários homens se aproximavam dele e diziam «ò doutor, está cá?» ouvia-se outros de longe, «também é meu médico» e o senhor, dos seus 65 anos, meio à nora porque não conhecia ou lembrava a maioria das pessoas (pelo menos sem roupa). A isto se chama promiscuidade de contextos. 


quarta-feira, dezembro 06, 2017

Liga da Justiça

Gostei muito do filme Mulher-Maravilha, mas convenhamos que a Liga da Justiça em vez de ir beber ao sucesso do outro, foi apenas uma seca de primeira. Acho que o filme poderia chamar-se a Liga do Valium. O vilão é uma seca, o renascimento do Super Homem é uma seca, etc. etc. A honrosa excepção vem na personagem do Flash que embora não corresponda minimamente ao original, é divertida e minimamente interessante.

10/20

Um Crime no Expresso do Oriente

Gostei da nova versão do filme, não sendo, contudo, tão boa como a versão original. Mas parece que isso é um facto costumeiro.  Não gostei da forma como o Poirot está retratado, mas foi bom ver o retorno da Michelle Pfeiffer num papel adequado. A Judi Dench é sempre um prazer e todo o resto foi normal. A história em si, para quem não conhece, é mesmo muito boa. A vertente humana da mesma e como um simples facto pode estar interligado com tantos outros que provoca uma hecatombe.

14/20